Resenha “O Inferno de Gabriel”

Olá Leitores do meu coração!

Hoje vamos começar uma nova etapa…  o que acham de resenhas? Eu adoro! Então, além de postar as resenhas dos meus leitores, postarei as minhas resenhas, dos autores que leio.

Começaremos por Sylvain Reynard com

🌟🌟 O Inferno de Gabriel 🌟🌟.

Livro 1: O Inferno de Gabriel
Classificação: 🔥🌟🌟🌟🌟
Autor: Sylvain Reynard

Editora: Arqueiro

Algumas pessoas já tinham me indicado a trilogia, contudo as opiniões se divergiam e acabei adiando. Depois da indicação para assistir a adaptação, pela Passionflix, resolvi conferir. E é óbvio que precisei checar a história nos livros. (O que realmente amo!).
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O livro conta a história de Júlia Mitchell e o professor Gabriel Emerson, especialista em literatura italiana, mais especificamente em “Dante”, na Universidade de Toronto.

Após entrar para o curso de pós-graduação, a personagem se depara com um professor arrogante, grosseiro, irritado e lindo de arrancar suspiros.

Júlia, uma personagem delicada, tímida e extremamente sensível sente-se atacada pela ousada supremacia e inteligência de Gabriel.
Ela se aproxima de Paul, um amigo carinhoso e protetor que a orienta nas questões acadêmicas, mas que possui certo interesse nos belos olhos castanhos de Júlia.

Aos 17 anos ela conheceu o amor puro e o cuidado de um jovem num lindo pomar, mas o perdeu sem saber ao certo o que de fato havia acontecido. Virgem, apaixonada e deprimida, sente o seu coração dilacerado por situações diversas da vida.

“Facilis descensus Averni – sussurrou ele, as palavras fatídicas e sobrenaturais atingindo-a na própria alma.  – A descida para o Inferno é fácil.”

Neste início do livro o autor nos apresenta essa cronologia da personagem chegar a faculdade e sentir na pele a autoridade e fúria do professor sem um motivo aparente. Contudo, os olhos azuis brilhantes e a elegância de Gabriel a afetam, haja vista que ele não demonstra saber quem ela é. Da mesma forma, fica claro que Gabriel sente-se atraído pela bela jovem, uma vez que ele possui uma certa tendência a tratar o sexo de maneira banal para fugir dos demônios que o atormentam.

“Por que não pensar que às vezes, só às vezes, o mal pode ser vencido com o silêncio?deixar que as pessoas ouçam quanto são odiosas com seus próprios ouvidos, sem nenhuma distração. Talvez, às vezes, a bondade baste para expor o mal como ele realmente é. Em vez de tentarmos impedi-lo fazendo mais mal ainda.”

 

Minha primeira impressão foi de sentimentos ambíguos, senti asco de Gabriel pela forma como ele trata Júlia, de como ele fala de sua pobreza com altivez e arrogância. Também fiquei furiosa pela introspecção absurda de Júlia, algo que me irritou. Em contrapartida, consegui ver o desejo que Gabriel sente por ela e o cuidado que dispensa em suprir suas necessidades, levando-me a sentimentos de compaixão e ansiedade para ver o desenrolar desse amor ardente e proibido.

Foi neste ponto que achei a narrativa um pouco arrastada, pois até o capítulo 18 ficamos na expectativa de descobrir o porquê de algumas situações e reações dos protagonistas que não são reveladas. Parecia que Júlia já o conhecia e que Gabriel não se recordava. Mas como? Após uma grande briga entre Gabriel e Júlia, senti como se ela tivesse perdido sua identidade e que Gabriel permaneceria insuportável. Confesso que naquele instante tive a sensação que o autor me perderia. (Fechei os olhos e respirei fundo: “Não, Sylvain não vai fazer isso com eles). E de fato!

Após o capítulo 18, suspirei aliviada por sentir que o autor estava, com MAESTRIA, me prendendo à narrativa. E após o capítulo 21, gritei de emoção, pela forma espetacular na qual Sylvain Reynard desnuda a alma obscura de Gabriel e a profundidade do coração de Júlia.

Os personagens se rasgam e retiram a máscara altiva e pobre de suas vidas, mostrando a fragilidade de seus corações, profundamente feridos pela rejeição e marcados com cicatrizes de culpa e dor por uma infância ruim.

Chorei, senti dor, amei e desejei estar com eles.

Neste ponto da narrativa o autor me conectou de forma intensa com seus personagens e engoli cada parte dos capítulos com um desejo ardente para saber como esta história seguiria.

“Feridas podem se fechar e talvez até sejamos capazes de nos esquecer delas com o tempo, mas as cicatrizes são para sempre. Nem mesmo Jesus perdeu as suas.”

 

Como eles conseguiriam atravessar as barreiras do amor proibido? Ou como deixariam para traz o passado obscuro e doloroso de cada um deles?

Uma história de amor verdadeiro, com desencontros e busca pela felicidade. Uma das partes que me encantou foi a delicadeza e o cuidado que Gabriel dispensa para sua amada “Beatriz”. E a forma como Júlia derrama seu amor aos pés de seu tão esperado “Dante”. Um verdadeiro Príncipe real.

“A noite toda procurei em meu leito aquele a quem o meu coração ama, mas não o encontrei. Vou levantar-me agora e percorrer a cidade, irei por suas ruas e praças; buscarei aquele a quem o meu coração ama.”

 

O autor nos presenteia com uma riqueza de detalhes e de história da arte Italiana com trechos e falas de tirar o fôlego.  Meus leitores sabem o quanto amo tudo que se refere a história e me perdi de amor e encanto nas entrelinhas do Universo criado por ele.

Amor, dor, redenção e perdão foram os elementos fugazes desta linda história de amor.

Não a classificaria como uma história “Hot” (mesmo sabendo das regras para tal classificação), e não a comparo com 50 Tons, devido ao elegante e belíssimo linguajar escrito pelo autor em cada cena erótica. Eu a denominaria como uma história extremamente sensual de altíssima qualidade onde duas pessoas são completamente resignadas pela superação de um amor verdadeiro.

Super recomendo.

 

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